Sabia que uma identidade visual bem estruturada é o alicerce para uma empresa de sucesso?

Estudos revelam que demoramos um milésimo de segundo a tirar ilações dos rostos de outras pessoas. Por isso, se pensarmos que nesse curto espaço de tempo podemos tirar conclusões relativamente a uma marca, isto poderá ditar se a mesma é de confiança e viável para o consumidor ou não. 

É neste pequeno instante que a sua empresa pode ou não destacar-se das demais.

Contudo, é importante entender o que é de facto a identidade visual de uma marca. 

Identidade Visual da Marca

Podemos considerar que a identidade visual é uma casa e o logotipo a alma da mesma. Ou seja, esta casa é feita de um conjunto de elementos que a compõe e fazem sentido no seu conjunto. 

Portanto, a identidade visual trata-se de um conjunto de elementos gráficos, entre os quais, o logotipo, a tipografia, a palete de cores, fotografia, ilustrações, etc. Tudo isto deve funcionar de forma estruturada e consistente para subsistir às mudanças temporais que afetam qualquer marca.

Quando se deve criar a identidade visual?

Quando começamos por criar uma marca, o nome, o core business, o target e a personalidade que se pretende transmitir, devem ser pensados e planeados. 

É após esta fase de construção da base da identidade visual da marca que se passa para a criação do logotipo.

Inegavelmente, o logotipo enquanto alma da sua marca deve ser simples, direto e amigável, para atrair o consumidor e transmitir-lhe uma sensação de segurança. 

Ao criarmos o logotipo toda a linguagem gráfica se começa a desenvolver e a crescer, tendo sempre por base o que faz esta marca ser o que é e porque é melhor que outra concorrente. 

Aqui, os elementos que compõem a identidade devem fazer sentido entre si e a escolha das cores tem influência nas decisões do consumidor final.  

Só para exemplificar em relação às cores, sabemos que o vermelho é associado ao consumo rápido e o verde ao ecológico e vegan.

A tipografia influencia igualmente as escolhas do consumidor, podendo gerar sentimentos de confiança ou desconfiança.

A mesma situação ocorre com a tipologia de fotografias ou imagens associadas à marca. 

Ao pensarmos e criarmos com cuidado todos estes elementos, estamos a dar origem à nossa casa. 

Nesta fase inicial, a nossa casa deve ser coerente e consistente, não pode ter janelas tortas nem uma porta com um estilo completamente diferente da outra, porque isso causará estranheza e afastará o potencial consumidor. O que não é de todo pretendido.

Aproveite para ler o nosso artigo sobre as tendências em design para 2023.

A importância da consistência

Quando temos a nossa identidade construída e bem pensada, esta pode ter uma grande longevidade. 

É claro que de tempos a tempos deve ser editada e remodelada. Um fator muito importante a não esquecer será sempre a consistência. 

Todas as mudanças visuais e comunicacionais que ocorram devem ter sempre em conta a personalidade e a identidade que a marca tem. Devem ser alterações consistentes e coerentes. 

Porquê? Porque isso irá criar uma ligação emocional entre o consumidor e a marca.

A confiança é extremamente importante. 

Se no milésimo de segundo em que o consumidor olha para dois produtos e opta pelo que lhe é mais apelativo e confortável, que lhe transmite segurança, certamente sabemos que a identidade visual fez o seu trabalho. 

Quando o consumidor faz a sua escolha inconsciente, estamos a criar um potencial utilizador/ consumidor fiel. 

Se mantivermos ao longo do tempo a consistência e coerência na sua comunicação, esta exposição prolongada cria uma ligação e resposta emocional que continuará a agarrar o consumidor em futuras dúvidas. 

Em suma, segundo uma pesquisa da KPMG, cerca de 84% dos consumidores tem uma maior inclinação a manter-se leal a uma marca que tenha valores idênticos aos seus.

Recomendações finais

Quando a identidade visual é bem conseguida, cria uma relação de dependência entre o consumidor e a marca.

Assim sendo, caso não tenha uma identidade visual construída ou tenha uma mal alicerçada, é o suficiente para a sua empresa passar despercebida e não se manter na memória do consumidor.

Parafraseando Paul Rand – “O design é o embaixador silencioso da sua marca”.